RELATÓRIO: ROTEIRO DA CRISE - 1° TRIMESTRE 2009.


Com o advento da crise financeira internacional aproximam-se do nosso mercado os reflexos atingindo nossa economia real. Assim, por conta da crise financeira internacional, já notamos a falta de liquidez que toma conta do mercado, provocando grande redução no nível do consumo em vários segmentos da economia. Sabemos, como óbvio, que a conseqüência será um desaquecimento generalizado, ou seja, na indústria, comércio, prestação de serviços destinados ao consumidor final.

Prevendo esse cenário adverso, multiplicaram-se as medidas governamentais de combate à crise. Assim, por um lado, eleva-se a oferta de crédito e simultaneamente diminui-se a carga tributária para estimular as compras e manter os empregos.

Nessa linha o governo reduziu as taxas de Imposto de Renda para a Pessoa Física, bem como, do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis.

Todavia, a par de todas essas medidas, os empresários têm de se estruturar para enfrentar os próximos meses do ano considerados críticos, por tradição já consolidada em nossa economia, que o Brasil só começa a funcionar após o nosso consagrado e festejado carnaval.

Dessa forma, para sobrevivermos será necessária a adoção imediata de algumas medidas básicas e essenciais na administração dos negócios empresarias, tais como:

1 - Monitorar a liquidez da empresa, ou seja, traduzindo, manter os custos sob controle, uma vez que nem sempre as empresas quebram devido a prejuízos, mas também por falta de caixa. Logo, nosso conselho é de proteger a liquidez com prioridade máxima.

2 - Evitar todo e qualquer endividamento, visto que a demanda por crédito encontra-se muito pressionada, até por grandes grupos empresariais, uma vez que as fontes internacionais agora se voltam aos seus mercados. Assim, nossas chances de obter empréstimos elevam as taxas cobradas pelos Bancos. Assim, solicitar crédito só em casos de extrema necessidade.

3 - Gerenciamento de compras com a máxima eficiência, visto que, com a alta do dólar, particularmente os insumos importados impactam fortemente os custos dos suprimentos e dos seus derivados. Isto posto, é o momento de se prospectar novos fornecedores dispostos a firmar parcerias longas e que se comprometam a não repassar toda a alta de seus custos para o preço dos seus produtos ofertados.

4 - Criar uma flexibilidade operacional diferenciada, ou seja, a empresa deverá criar uma estrutura ágil, inteligente, aproveitando rapidamente as oportunidades. Rememore-se que toda crise gera sempre novas demandas e somente quem consegue reagir com rapidez é que logo crescerá, mesmo que a situação econômica não seja favorável no mercado.

5 - Redução dos custos operacionais em razão da parada da procura, promovendo com a máxima agilidade uma redução acentuada nos custos da produção de produtos e execução de serviços, visto que estas, por motivos diversos, encontram-se em compasso de espera.

Este nosso aconselhamento, na qualidade de consultores que somos, faz, por oportuno, parte integrante do nosso plano de ação, que nos propomos a conduzir se tivermos a oportunidade de atuarmos em sua empresa naquilo que sempre fizemos e que estamos acostumados a atuar, ou seja, na qualidade e na função de consultores.

Nossa contratação poderá ser a alma do seu negócio, pois crescer com eficiência e com agilidade poderá, em cada segmento empresarial que atuarmos, representar em um futuro próximo um crescimento bem sucedido e com sustentabilidade.

Luiz Sérgio Aldrighi - Consultor de Empresas e Perito Judicial.